O block time (tempo de bloco) vai da liberação dos freios na plataforma de partida até o acionamento do freio de estacionamento no destino: táxi de saída, decolagem, cruzeiro, aproximação e táxi de entrada. O nome vem dos calços de madeira que antigamente eram retirados das rodas antes do push-back. É o relógio de cobrança padrão do setor, e é sempre mais longo do que o tempo de voo que você vê em um rastreador de voos.

A diferença é maior do que a maioria dos que fretam pela primeira vez espera. O táxi em um campo movimentado como Teterboro ou Van Nuys pode levar de 10 a 20 minutos em cada sentido, e as subidas e o sequenciamento de chegada acrescentam mais. Uma viagem Nova York–Miami que mostra 2 horas e 25 minutos no ar normalmente registra cerca de 2 horas e 50 minutos de bloco; um "salto de 45 minutos" de Los Angeles a Las Vegas costuma ser faturado como 1,1–1,3 horas de bloco. Os operadores cotam e liquidam com base no block time (ou em uma estimativa de bloco planejada e acordada previamente), então a mesma rota pode legitimamente mostrar tempos diferentes de operadores diferentes, dependendo de suas premissas de táxi e rota.

Para o cliente, o block time é o multiplicador por trás de quase todos os números de uma cotação. Um light jet a US$ 2.500–3.600 por hora de bloco transforma aqueles 25 minutos extras de táxi em cerca de US$ 1.000–1.500 de dinheiro real, e em uma viagem só de ida a fórmula padrão de precificação — horas de bloco × tarifa horária × 1,5 para cobrir o reposicionamento — amplia isso ainda mais. Ao comparar opções, compare o preço total e o block time presumido em conjunto, não a tarifa horária isolada: uma tarifa mais barata contra uma estimativa de bloco inflada não é mais barata. Os contratos também diferem nos acertos — alguns cobram o bloco efetivamente voado, outros cobram o maior valor entre o efetivo e o cotado, então pergunte qual se aplica.

Dois relógios relacionados causam confusão. O flight time (das rodas para cima até as rodas para baixo) é o que os pilotos registram para alguns fins regulatórios e o que os rastreadores exibem — não é o que você paga. E as horas diárias mínimas podem substituir o block time por completo: a maioria dos operadores cobra pelo menos 1,5–2 horas por dia de calendário em que a aeronave fica comprometida com você, de modo que um salto de 40 minutos ainda pode ser faturado como duas horas. Nenhum dos dois é prática abusiva; ambos são padrão, e uma cotação transparente os declara claramente.

Os cenários de custo no aplicativo Yond detalham cada estimativa em custos por hora de bloco por trecho — incluindo os trechos de reposicionamento vazios — para que você possa ver exatamente de onde vêm as horas, e o dinheiro, antes de contatar o operador.

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